Atraso na votação da reforma da Previdência deve adiar pacote de medidas de Guedes ao Congresso

Atraso na votação da reforma da Previdência deve adiar pacote de medidas de Guedes ao Congresso

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Para integrantes da equipe econômica, a viagem dos senadores ao Vaticano para a canonização de Irmã Dulce, marcada para domingo (13), vai atrasar a votação da reforma da Previdência mais do que o esperado pelo governo.

Com isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve adiar o que tem sido chamado de pacote de transformação do Estado. O pacote tem sido discutido entre Guedes e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, tem o objetivo final de retomar a geração de empregos no país. A cúpula do Congresso cobra medidas, além das reformas, antes do final do mês.

Segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo blog, assim que a reforma da Previdência for aprovada, o Ministério da Economia deve apresentar o que tem chamado de projeto de transformação do Estado, que inclui as reformas administrativas e tributária, além do pacto federativo.

"O problema é que ela [reforma da Previdência] está demorando mais do que o necessário. Não é apenas a equipe econômica e o mercado financeiro que aguardam com ansiedade essa aprovação. Muitos investidores e empresários esperam isso para anunciarem investimento", disse um integrante da equipe econômica.

Reforma administrativa
Na reforma administrativa, a promessa é a melhoria do serviço ao cidadão. A primeira etapa – que já está em andamento – é a digitalização dos serviços, como a carteira de trabalho digital.


O governo também quer unificar carreiras e melhorar a cobrança de resultados dos servidores pagos impostos dos cidadãos.

Maia, por exemplo, tem defendido nos bastidores que pelo menos a reforma administrativa seja enviada pelo governo ao Congresso o quanto antes.

Reforma tributária
No caso da reforma tributária, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), tenta costurar um acordo para que o texto do Executivo passe por votações na Câmara e no Senado ainda neste ano, mas que seja aprovada apenas no ano que vem, depois de um novo ambiente com a aprovação da reforma da Previdência.

Maia discorda. Ele acha que, se conseguir construir maioria, devem votar a reforma tributária ainda em 2019.

O senador Fernando Bezerra Coelho defende a criação de uma comissão mista para discutir o tema. Nesta comissão, pela proposta de Bezerra, seria agrupado o texto do governo às demais propostas em tramitação na Câmara.
FONTE:G1

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