Defesa de João de Deus pede ao STF desistência de habeas corpus

Defesa de João de Deus pede ao STF desistência de habeas corpus

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A defesa de João de Deus protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (11), um pedido de desistência do habeas corpus do médium em relação ao mandado de prisão por suspeita de abusos sexuais. Preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, ele nega ter cometido crimes durante tratamentos espirituais em Abadiânia.

Advogado do médium, Antônio Carlos de Almeida disse ao G1 que se trata de uma "estratégia de defesa". "Como a liminar no Supremo não foi decidida, resolvemos esperar o trâmite normal do habeas corpus no Tribunal de Goiás. O recesso em Goiás já terminou e as sessões estão ocorrendo normalmente", afirmou.

A petição precisa ser homologada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do órgão e responsável por analisar o pedido de habeas corpus.

João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro, quando se entregou à Polícia Civil de Goiás. Desde então, ele passou mal duas vezes, sendo que a última foi na sexta-feira. Segundo a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o médium foi medicado e melhorou.

Chefe da defesa de João de Deus, Alberto Toron, disse que seu cliente está abatido e tenta conseguir a soltura dele ou a transferência para prisão domiciliar.

No Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) o pedido de habeas corpus havia sido negado em caráter liminar e, ao ir para julgamento da Corte, foi suspenso para vistas a pedido de um desembargador;
No Superior Tribunal de Justiça (STJ) o habeas corpus também foi negado em caráter liminar;
Já no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa pediu a desistência do pedido que tinha feito, o qual deveria ser analisado pelo ministro Dias Toffoli.

Investigação
João de Deus deve passar por novo interrogatório na segunda-feira (14), segundo o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). O órgão afirmou à TV Anhanguera que ele será questionado sobre acusações feitas por mulheres de Goiás, Brasília e São Paulo.

“Algumas dessas vítimas são de outros estados e prestaram depoimento nas suas respectivas localidades. Esses depoimentos estão reunidos nesse procedimento e, no início da próxima semana, pretendemos oferecer essa segunda denúncia relaciona a crimes contra a dignidade sexual das vítimas”, afirmou o promotor Augusto César Borges Souza.

De acordo com a promotoria, o objetivo é reunir informações para a próxima denúncia que o MP-GO quer finalizar.





Fonte: G1

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